De volta à Argentina

Já mencionamos que ao cruzar o rio Uruguai entre a Argentina (Alba Pose) e o Brasil (Porto Mauá/RS), fomos informados que devíamos $ 400 pesos por estarmos ilegais no país. Como deixar de voltar à Argentina estava fora dos planos, o jeito foi, depois de encarar chuva, balsa, e atoleiro no Rio Grande do Sul, pagar a dívida antes de tomar o rumo a Uruguaiana, e muito mais adiante, Rosário – berço de Che Guevara, Lionel Messi e da bandeira argentina, nesta ordem de importância. (É sarcasmo, argentinos e amantes de bandeiras!)

Seriam, segundo o googlemaps (aprendemos a não confiar no aplicativo, que mandava tomarmos a balsa entre Itaqui/RS e Alvear/Arg e decidimos comprar mapas e confiar mais nas dicas locas. Mas ele continuou uma referência para o tempo de viagem) cerca de 10h50 de viagem, por Uruguaiana/Paso de los Libres. Com as devidas pausas para comer, fotos e pequenas compras – a província de Corrientes, que logo deixamos para entrar em Entre Ríos e não voltaríamos mais, é ótimo lugar pra produtos artesanais como mel (este mel merece um capítulo a parte) doce de leite de búfala, etc – a conta subiria para longas 12 horas.

Viagem sem sobressaltos, feitas por estradas satisfatórias – a BR 472, entre São Borja e Uruguaiana é de pista simples, mas pouco tráfego e uma paisagem linda  dos pampas (nada muito exuberante; grandes áreas planas com alguns rios e árvores baixas, mas bastante verde, ao menos em dezembro, e ainda assim, linda) ao longo de quase todo o percurso.

Rota entre São Miguel das Missões e São Borja

Rota entre São Miguel das Missões e São Borja

Ponte sobre o rio Ibicuí, construída em 1888

Ponte sobre o rio Ibicuí, construída em 1888

Entre Uruguaiana e Paso de Los Libres, nova aduana e, no lado argentino, casas de câmbio. Trocamos poucos reais, desconfiados que a cotação fosse desvantajosa – na época R$ 1 = Ar$ 5, aproximadamente – mas se você for usar esta rota, vale a pena trocar mais por aí. A menos que você tenha contato de um bom e confiável “arbolito”, como são chamados os cambistas que fazem negócio no mercado negro em grandes cidades argentinas (falaremos mais sobre eles no próximo post), foi a melhor cotação que encontramos.

Aduana e  casas de câmbio estão localizados já no lado argentino, após a passagem da ponte internacional Getúlio Vargas. O pouco que vimos de Uruguaiana se parecia ao centro de Porto Alegre e incluiu um açaí pra compensar o calor/

Os demais 2/3 da viagem foram percorridos já sem tanto ânimo para paradas ou fotos, dado o cansaço. São 600 km de mais “llanuras” e poucas cidades ao longas das ‘Rutas’ 14 e 18. Atenção: Não cruzamos nem neste trecho nem em qualquer outra etapa da viagem os muito citados policiais corruptos que extorquem brasileiros viajando pela Argentina. Mas há, sim, muitas blitz de controle que verificam documentação, seguro carta verde e os itens de segurança (veja aqui os itens obrigatórios para ter no carro antes de sair pela América do Sul). Então não vale a pena se arriscar sem estes itens.

Com o perdão do termo, fizemos a cagada de cruzar o longo trecho entre Victoria e Rosario de madrugada, sem poder ver quase nada. Mas estes 80 km finais são feitos em uma área alagada do rio Paraná, de vegetação preciosa para ser vista e apreciar, então um descanso em Victoria antes de seguir viagem pode ser uma boa.

Sobre Rosario, escreveremos mais no próximo post (e com mais fotos).

PALIO SUDACA - ARGENTINA2099.jpg

Por do sol correndo em terras argentinas, na divisa entre Corrientes e Entre Ríos

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